quinta-feira, 30 de julho de 2009

Lua Nova- Stephenie Meyer


Para quem se fascinou com Crepúsculo, o livro, e recentemente se emocionou em sua versão para o cinema. E agora pode deliciar-se com o segundo volume dessa série.
Diferente de “Crepúsculo”, que é puro romance, o livro “Lua Nova” coloca pitadas de suspense e ação por toda sua trama. Não são mais 300 páginas de como Bella descobriu que o garoto por quem apaixonou era um “sanguessuga” ou de como Edward protege sua amada até a morte.
Lua Nova segue com o romance entre Isabella Swan e Edward Cullen, uma relação impossível que acaba se tornando fato no primeiro volume, como muitos já leram e assistiram. Nesse volume, não há as surpresas que Crepúsculo lidou, mas tem bons momentos e alia mais ainda os pormenores das fantasias junto à trama, característica que dá um novo tom aos seres avaliados da noite. O conto começa com a proximidade do aniversário de 18 anos de Bella. A jovem vive numa alegria só, mesmo tendo acidentalmente despertado a sede de sangue de um dos Cullen. No entanto, também sente a aflição adolescente de se tornar mais velha que seu namorado, Edward, com seus 110 anos, mas eternamente no corpo de 17. Assim, pede que a vire vampira para não mais envelhecer e viver junto o seu amor infindável. Todavia, o jovem Cullen, atribulado com a vida da moça e de seu pedido de aniversário, decide mentir que não a ama mais e acaba o namoro deixando a cidade de Forks para sempre, extinguindo todas as lembranças daquele esplêndido romance. A jovem entra numa languidez profunda, próxima do suicídio, até o encontro de um velho amigo, Jacob Black, já visto no primeiro livro, que ganha dimensão na história ao trazer à tona a emoção de Bella pela vida, além de uma extraordinária inovação para a série, a entrada dos lobisomens na narrativa. Em meio a esse novo sentimento e entre muitas revelações descobre o seu destino e de seu amado numa surpreendente viagem à Itália.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A Ilha de Victoria Hislop


Trata-se de um livro extremamente cativante que liga o leitor da primeira à última página ao extenso de uma absorvente narrativa da dramática vida de uma família Cretense durante várias gerações.
Alexis Fielding parte em busca das suas linhagens rumo à ilha de Creta depois de achar que existia um passado que sempre lhe tinha sido escondido pela sua mãe, Sofia. Esta procura conduz Alexis a Plaka, uma pequena aldeia piscatória que também servia de cais de embarque para leprosos a caminho do exílio imposto pela sua doença, a ilha de Spinalonga. Esta ilha foi a maior colônia de leprosos em toda a Grécia entre 1903 e 1957. Aí em Plaka Alexis conhece Fotini, grande amiga e companheira da família, o único contato que Sofia tinha cultivado do seu passado. E quem lhe conta detalhadamente toda a trama da sua família.
Retornamos até 1939 a Plaka ao momento em que Eleni Petrakis, professora em Plaka foi mandada para a ilha de Spinalonga por ter sido diagnosticada com lepra. Era a bisavó de Alexis. A partir daí somos afrontados com a vida numa colônia de leprosos, uma família assolada pela separação, casamentos por interesse, amores e desamores, o medo em período de guerra, sempre com a sombra desta doença estigmatizante a plainar sobre a família Petrakis. Tudo detalhadamente esclarecido a Alexis pela sempre leal amiga, Fotini.
Nesta bagunça de descobertas, Alexis, reconhece o Amor existente entre os seus familiares capaz de ultrapassar todos os obstáculos e com isso decide o seu passado e encara o seu futuro com uma nova perspectiva da vida.
Com uma escrita precisa, ao longo das páginas desta obra, a autora transporta os leitores para a vida de cada um dos personagens, com descrições fiéis dos locais, da cultura cretense, a realidade da lepra, os seus hábitos e sentimentos.
Um livro que toca o coração.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A viagem de Theo- Catherine Clément


A Viagem de Theo conta a história de um adolescente, vítima de uma doença grave a ameaçar sua vida, que faz uma viagem pelos lugares sagrados e cidades santas das diversas religiões.
No contato com o misticismo, as religiões e seus rituais, Theo vai encontrando forças que desconhecia e vai melhorando seu estado de saúde.
Por meio da viagem de Theo vamos conhecendo, de maneira sucinta e agradável, a história das religiões: judaísmo, cristianismo, islamismo, passando pelas crenças de povos primitivos até a reforma protestante, do panteísmo às seitas mais radicais, dos pensamentos mais ecléticos e tolerantes aos fanatismos mais exacerbados.
Na viagem, Theo visita em Jerusalém o Muro das Lamentações, o Túmulo de Jesus e a Cúpula do Rochedo, símbolos do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo, que convivem nessa cidade três vezes santa.
No Egito visita as pirâmides e aprende sobre a religião dos faraós e sobre o faraó Akhenaton, criador da primeira religião monoteísta.
Na Índia, confunde-se com a mistura de várias crenças: Hinduísmo, Budismo, Jainismo, Islamismo, a antiga fé de Zoroastro, vinda do Irã e toma contato com os Sirkhis.
A Yoga, o Taoísmo e o Xintoísmo são também abordados neste livro, através da luta de Théo com sua doença, mostrando também o sincretismo das religiões africanas influenciadas pela catequese cristã no Brasil e no Caribe.
Além dessa face didática, de ensinamento sobre as religiões, o livro mostra o que todas elas têm em comum, acima de suas divergências: a procura do Homem por algo superior, que explique e justifique a existência; a necessidade humana de transcendência.
As religiões são mostradas como ramos de uma mesma árvore, cujas raízes estão no mais profundo âmago da natureza humana.
As seitas fanáticas são mostradas como ervas daninhas à sombra dessa árvore, necessitando ser periodicamente arrancadas.
É também mostrado como as organizações religiosas podem ser usadas como formas de dominação pelas classes sociais mais favorecidas sobre as economicamente mais carentes.
Fica, no leitor, a sensação de que o sentimento místico, a transcendência, é uma necessidade natural do ser humano; que as religiões têm um mesmo núcleo central: a procura filosófica de um sentido para a vida, de uma orientação ética e moral para a organização social da vida humana.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"O Vendedor de Sonhos" de Augusto Cury


Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. Ninguém sabe de onde ele veio, o nome dele ou sua história. Grita aos quatro ventos que a sociedades modernas se converteram num hospício Global.
Com uma eloquência extrema, começa a chamar seguidores para vender sonhos. Ao mesmo tempo, arrebata as pessoas e as liberta do cárcere da rotina, e por causa disso arruma muitos inimigos.


Trechos do livro


No mais inspirador dos dias, sexta-feira, cinco da tarde, pessoas apressadas — como de costume — paravam e se aglomeravam num entroncamento central da grande metrópole. Olhavam para o alto, aflitas, no cruzamento da Rua América com a Avenida Europa. O som estridente de um carro de bombeiros invadia os cérebros, anunciando perigo. Uma ambulância procurava furar o trânsito engarrafado para se aproximar do local.
Os bombeiros chegaram com rapidez e isolaram a área, impedindo os espectadores de se aproximar do imponente Edifício San Pablo, pertencente ao grupo Alfa, um dos maiores conglomerados empresariais do mundo. Os cidadãos se entreolhavam, e os transeuntes que chegavam pouco a pouco traziam no semblante uma interrogação. O que estaria acontecendo? Que movimento era aquele? As pessoas apontavam para o alto. No vigésimo andar, num parapeito do belo edifício de vidro espelhado, debruçava-se um suicida