segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Vitrais D'Alma - Poesia em Quatro Estações" de Maria Ignez Urban Pimentel


Poesias e contos que retratam memórias de toda uma vida estão presentes no livro Vitrais D'Alma - Poesia em Quatro Estações, que a professora e advogada Maria Ignez Urban Pimentel lança hoje, a partir das 19h, no Frans Café. Aos 73 anos de idade, ela, que nunca imaginou lançar um dia seu próprio livro, tem a felicidade de contar com a colaboração de seus dois netos para a capa: Maíra, de 11 anos, e Luca, 6 anos. A apresentação é do filho, também escritor, Paulo Urban.Maria Ignez Urban Pimentel, que lecionou História e Geografia em diversas escolas de Sorocaba, como o colégio Salesiano, o Estadão e o Anchieta, diz que sempre gostou de escrever sobre fatos de seu cotidiano, mas costumava apenas anotar tudo em um caderno preto e deixar guardado na gaveta. O filho Paulo, quando ainda era pequeno, se divertia em ler os escritos da mãe. O tempo passou, o caderno foi ficando cada vez mais sem espaço e então, já adulto, Paulo incentivou a publicação. Meu filho leu e achou que valia a pena lançar. Isso é algo inesperado na minha vida, uma nova experiência para mim, afirma.As passagens registradas na obra percorrem momentos da vida da escritora desde sua infância. Falo do quintal de minha avó, da vida em Leme, da casa na rua Miranda Azevedo, as viagens que fiz, mas principalmente faço homenagens para minhas irmãs, filhos e marido, que já faleceu. Fico contente por poder editar minhas poesias e prestar essa homenagem à minha família.Maria Ignez conta ainda que o gosto pela escrita também fazia parte da personalidade de seu marido, Homero Pimentel, que junto com o filho Paulo Urban lançou três livros relacionados à História: D. Pedro I - Estranha Personalidade, Santos Dumont - Bandeirante dos Ares e das Eras e Fractais da História - A Humanidade no Caleidoscópio, premiados pela Academia Brasileira de História.Entre as poesias que Maria Ignez mais gosta está Caminheiro, que recita para a reportagem, quase em tom de conselho. Segue aqui um de seus versos: "Ao caminhar, leva nas mãos algumas estrelas / Para iluminar teu existir, / E na cabeça, uma coroa de alvoradas / A clarear o teu todo amanhecer. / Conduze o pássaro do pensamento / Pelo roteiro certo... / Pinta toda distância de azul, / Transpõe com alegria as cordilheiras / E o esforço dormirá pela paisagem."


Douglas Lara

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A menina que brincava com fogo- Stierg Larsson

Segundo volume da trilogia Millennium – um dos maiores sucessos da Suécia e de inúmeros países nos últimos anos –, A Menina que Brincava com fogo seduz pela trama movimentada e pelo conjunto de personagens secundários, presente tanto no lado dos bons quanto no lado dos maus (embora essa fronteira seja bastante tênue nos romances de Larsson).

“Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade”, raciocina Lisbeth Salander, protagonista de 'A menina que brincava com fogo'.

Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciber-pirataria quanto nas táticas do pugilismo. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro.

Lisbeth ajudou-o na investigação de outro caso intrincado, e salvou sua vida. Dotada de memória fotográfica e incrível habilidade em cálculos matemáticos e com computadores – inclusive para invadir sistemas alheios –, ela carrega um misterioso trauma juvenil. Tudo indica que esse trauma, na esteira do qual foi condenada à internação psiquiátrica aos doze anos e julgada juridicamente incompetente aos dezoito, pode ter ligação com os acontecimentos atuais.

Na mesma noite, contudo, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros e dois cordeiros também foram assassinados - um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis, e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

"Os homens que não amavam as mulheres" de Stieg Larsson.


Já faz algum tempo que um livro não faz por mim o que este fez. Proporcionou-me um descanso qualitativamente diferente. Os homens que não amavam as mulheres é o primeiro de uma trilogia – Millennium. É um livro envolvente, destes que quando a gente começa não quer largar e quando se termina se experimenta um vazio e uma ligeira nostalgia de personagens cativantes que nos roubam temporariamente da rotina.
A história é a de um jornalista, Mikael Blomkvist, crítico econômico, um profissional ético, muito atento às regras do bom jornalismo, politicamente correto sem ser chato. E é claro que sua ética se estende as suas relações pessoais. É sócio proprietário da revista Millennium de Érika Berger, sua colega de faculdade e amante ocasional. Érika é casada com o artista plástico Lars Beckman. Sim, há um triângulo amoroso nesta história, mas nada que faça Édipo furar os olhos.
Há um outro sócio na jogada, Christer, mas este é quase um figurante.
O Super Blomkvist, alcunha que ganhara de seus colegas jornalistas quando denunciou quatro jovens suspeitos de compor uma quadrilha denominada, também pela imprensa, de Irmãos Metralhas, escreveu uma matéria denúncia sobre um industrial, Hans-Erik Wennerström. Blomkvist acusou Wennerström de desviar fundos sociais destinados a investimentos industriais na Polônia para o tráfico de armas e por uma questão de não revelar sua fonte foi condenado a três meses de prisão por difamação.
Larsson vai apresentando as peças de seu quebra-cabeça que inicialmente vai sendo montado em áreas separadas, temporariamente dispersas, paralelas, mas que ao contrário destas, se encontrarão muito antes do infinito.
Apresenta-nos então Dragan Armanskij, um sujeito de 56 anos, nascido na Croácia, filho de pai judeu armênio e mãe mulçumana bósnia de ascendência grega. E apesar dessa combinação tida pelos aficionados por biologia racial como matéria humana inferior, ele não era nem traficante de drogas nem assassino mafioso, mas sim um economista talentoso que começara como assistente da Milton Security e 30 anos depois se tornara diretor executivo chefiando todas as operações.
Foi Dragan Armanskij quem empregou Lisbeth Salander, a pimenta mais ardida deste saboroso prato, digo livro.
Salander tinha o dom da investigação. Ela possuía a capacidade de se infiltrar na pele da pessoa investigada. “Se houvesse merda a revelar, atingia o alvo como um míssil programado”. Ninguém sabia dos recursos que Salander dispunha, mas ela era um hacker, uma hacker fodida, como dirá Mikael Blomkvist. Ela será contratada para investigá-lo.
Salander tem uma história pessoal instigante, ela era uma tutelada e como não tinha família seu tutor era uma pessoa encarregada desta função pelas autoridades sociais.
Na Suécia cerca de 4 mil pessoas se encontram na condição de tutelados. São pessoas consideradas com uma doença psíquica manifesta ou uma doença psíquica ligada à forte dependência de álcool ou drogas. Mas como Lisbeth Salander se negava a colaborar com qualquer tipo de avaliação diagnóstica, ela era submetida à condição degradante de não poder administrar sua vida e sua conta bancária. Enquanto tinha Holger Palmgrem como tutor, não se preocupava muito com seu estatuto jurídico, mas quando este foi substituído pelo dr. Nils Bjurman “a coisa mudou de figura” radicalmente.
A terceira pilastra sustentadora da história é Henrik Vanger. O líder do grupo empresarial da família Vanger. Ele contrata Mikael para escrever, neste ano de seu afastamento da revista Millennium para poupá-la da má fama de seu editor chefe e na tentativa de não afastar os anunciantes ou de tê-los de volta, uma crônica familiar da família Vanger. O motivo verdadeiro da contratação de Blomkvist é o desaparecimento da sobrinha preferida de Henrik, supostamente assassinada, mas que nunca apareceu o corpo. Henrik Vanger não se cansa de investigar por conta própria os acontecimentos do dia em que Harriet Vanger desapareceu, há 36 anos. Ele possui arquivos de fotos e de documentos do processo que coloca à disposição de Mikael. Este reluta muito em aceitar a louca tarefa de desvendar um acontecimento ocorrido há tanto tempo, um crime já prescrito. Teria que passar um ano, este ano em que estava condenado como jornalista, com a bunda grudada a uma cadeira escrevendo a biografia da família Vanger – um livro no mínimo interessante, e tentar descobrir pistas ainda não reveladas do desaparecimento de Harriet. No final deste ano, tendo ele descoberto algo significativo ou não, receberia um salário extravagante e, o quê o convenceu definitivamente a aceitar a proposta de Henrik Vanger, a cabeça de Wennerström numa bandeja.
Bem, as cartas estão lançadas e espero ter aguçado em meus poucos, mas estimados leitores o desejo incontinente de ler Os homens que não amavam as mulheres.
Larsson morreu em 2004, com 50 anos, de ataque cardíaco, após ter entregado ao seu editor a sua trilogia Millennium. Quanta emoção! É a vida imitando uma boa ficção literária.

Rosana de Almeida

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

" A Barca Branca' de Marialzira Perestrello


Não é de hoje a imagem da barca. Enquanto mito e metáfora, ela é antiqüíssima. É a nave dos loucos, da iconografia medieval. É o bateau Livre, de Rimbaud. É uma embarcação maldita, como aquela de onde o antigo marinheiro matou um albatrós, na balada de Coleridge, recebendo por isso um castigo terrível, ou aquela em que o holandês errante, na ópera de Wagner, foi condenado a navegar para sempre, como punição por sua blasfêmia. É também uma embarcação onírica, realização de desejo no mais puro sentido freudiano, como aquela sonhada por Jenny, na balada de Bert Brecht e Kurt Weil, em que um navio com oito velas e cinqüenta canhões vinga a heroína por todas as humilhações sofridas e desaparece com ela, rumo ao país da perfeita justiça.
Em todos esses exemplos, o que conta é a viagem, com um começo e um fim definidos. A viagem, ainda que simbólica, começa com a partida e termina, ou deveria terminar, com a chegada. É um processo temporal irreversível. No entanto, há um tipo de embarcação cujo objetivo não é propriamente uma viagem, e sim uma travessia, travessia sempre recomeçada, inscrita num tempo cíclico, aberto, em que cada chegada já é retorno, início de uma nova partida. Essa barca não está a serviço da viagem, e sim do trânsito, da passagem. São desse tipo as balsas, que ligam as duas margens de um rio. São desse tipo, também, as embarcações que ligam um continente a uma ilha, como a barca Durande, nos Trabalhadores do mar, de Victor Hugo, em seu interminável movimento pendular entre Saint-Malo e a ilha de Guernesey.
É assim a barca branca de Marialzira Perestrello. É a barca de Paquetá, também encarregada de ligar a terra firme a uma ilha, e tão cheia de significações míticas quanto a Durande, porque não se trata de uma ilha qualquer, e sim do lugar da felicidade perdida. Paquetá foi o locus amoenus em que ela se refugiava com seu marido Danilo, psicanalista como ela, numa casa de praia, numa baía ainda não poluída. Nessa casa o tempo parava, até o momento da volta ao Rio e à vida profissional. A barca simboliza tudo isso, embora nem sempre o casal a utilizasse, porque Danilo, navegador como outro Perestrello, seu antepassado remotíssimo, tinha sua própria lancha. Não importa: a barca, mesmo parada, é traço de união entre a ilha e o continente, entre o mundo do prazer e o do trabalho. (Sergio Paulo Rouanet)
Texto retirado de http://www.republicadolivro.com.br

terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Amanhecer" de Stephenie Meyer


Amanhecer é o último livro da série de Sthephenie Meyer, nele Bella se vê a frente da arriscada decisão da opção fatal entre ser membro do obscuro, porém sedutor, mundo dos imortais ou adotar uma vida inteiramente humana. Alternativa essa, que é o marco em Amanhecer e que poderá exprimir a transformação da sina dos dois clãs: vampiros e lobisomens. Estar irrevogavelmente apaixonada por um vampiro é tanto uma ilusão como um pesadelo, costurados em uma ameaçadora realidade para Bella Swan. Impelida em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra, por sua densa união com o lobisomem Jacob Black, ela lutou a um tumultuado ano de tentação, perda e conflito, para alcançar o tempo da decisão extrema. No momento em que Bella faz sua escolha, um fluxo de episódios sem precedentes se estenderá, com consequências devastadoras. No momento em que as feridas parecem prontas para ser cicatrizadas, e os desgastantes confrontos da vida de Bella, determinados, isso pode denotar a destruição. Para todos. Para sempre.
Assombroso e de tirar o fôlego, Amanhecer explica os segredos e o desfecho desse romance. Edward e Bella se casam e, logo em seguida, o que parecia ser impossível acontece: uma gravidez inesperada!
Crepúsculo desafiou a imaginação. Lua Nova deixou os leitores sedentos por mais. Eclipse transformou a série em um fenômeno global. Agora, Amanhecer... O livro que todo o mundo estava esperando, encerra a saga de paixões e perigos de Sthephenie Meyer com um desfecho de tirar o fôlego.

sábado, 1 de agosto de 2009

"Eclipse" de Stephenie Meyer


“Havia algo que Edward não queria que eu soubesse. Algo que Jacob não teria escondido de mim. Algo que pôs tanto os Cullen quanto os lobos no bosque, movendo-se juntos numa proximidade perigosa. (Algo que eu, de algum modo, esperava. Que eu sabia que aconteceria de novo, tanto quanto desejava que jamais acontecesse. Nunca teria um fim, teria?"

Em Eclipse, terceiro livre da série de Stephenie Meyer, Edward e Bella se preparam para a formatura, enquanto os Cullen decidem o futuro de Bella, e um serial killer está solto em Seattle. Jacob, sendo um lobisomem, não pode vê-la, devido aos laços que sua raça tem com os vampiros, mas a jovem quer procurá-lo, pois possui uma dívida de amizade com o lobisomem. Os dias passam, e a graduação se aproximando, Bella deve escolher seu destino. Ela quer se tornar imortal e viver com Edward, mas tem que deixar sua família e amigos para sempre. Ainda com a preocupação da transformação, será que ela vai ser capaz de ser "vegetariana" como os Cullen e abster-se de sangue humano? Ou terá a luxuria de matar inocentes para saborear o seu sangue, como a assassina que deseja vingança pela morte de seu irmão no primeiro volume? Falando nela, Victoria, ela está liderando um grupo de vampiros que está causando os misteriosos assassinatos. Isto leva Bella ponderar mais sobre sua decisão, e quando Jacob abre seu coração a jovem, torna sua escolha mais difícil: o amor de sua vida ou de seu melhor amigo?
Ou seria na verdade um triângulo amoroso?
Em meio a tanta confusão, Bella Swan se vê obrigada a ter cautela durante todo este percurso, uma vez que a jovem está sob castigo dos Volturi por saber demais sobre as espécies mitológicas. A partir deste momento a trama alcança o início de seu gran finale, mas com a dúvida se os Cullen vão ou não transformá-la em uma vampira.